Demolidor, uma série sem medo?

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Aproveitando que nessa semana estreia a segunda temporada de Demolidor na Netflix (dia 18 de março), vamos relembrar um pouco da história do Homem Sem Medo em produções audiovisuais e relembrar os pontos positivos e negativos da primeira temporada.

Fazendo um resgate rápido da história do personagem, primeiro ele fazia parte do acordo da Marvel com a Fox, o estúdio da raposa chegou a produzir um filme do herói que foi massacrado pela crítica, o ator Ben Afleck foi o protagonista e como o mundo dá voltas hoje ele interpreta o Batman. Depois da tentativa de levar a Elektra para os cinemas e mais uma vez fracassar, a Fox desistiu desse núcleo de heróis e então os direitos cinematográficos voltaram para a Marvel.

Lá no começo de 2014 a Marvel Television anunciou uma parceria com a Netflix para a produção de 4 séries baseadas em heróis (Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro) e uma minissérie (Os Defensores, que reuniria os 4 personagens), a parceria envolveu ainda a ABC Television Studios.

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No dia 12 de abril de 2015 a Netflix disponibilizou os 13 episódios de Demolidor, a série agradou aos fãs e crítica, e trouxe o personagem para a frente dos holofotes novamente. O sucesso foi tanto que a série ganhou mais uma temporada, com estreia no dia 18 de março de 2016.

Agora focamos nos altos e baixos da primeira temporada. A melhor parte da série é ela ser fora da TV, com isso não houve muitos impedimentos quanto a classificação indicativa, toda essa aura de coisas proibidas na TV e o sangue escancarado na cara dos personagens, fez com que a série ficasse diferente de tudo que o público vinha acompanhando na TV, e também trouxe um ar sombrio e realista para a Marvel, essa característica é normalmente utilizada pela DC. A série não apostou tanto no humor que é característico da Marvel, ela seguiu um caminho próprio e que deve ser trilhado pelas outras séries que ainda serão produzidas.

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Alguns destaques positivos:

  • A construção do personagem foi bem feita, ele levou 12 episódios para finalmente aparecer como Demolidor, mas isso não influenciou no desenvolvimento. O ator Charlie Cox fez um ótimo trabalho.
  • As cenas de ação e o modo que eles usaram para mostrar as habilidades aguçadas do personagem ficaram muito bons. O melhor exemplo da ação da série, é essa cena que foi disponibilizada na internet, ela foi gravada em plano sequência e é sensacional:

  • A sequência de abertura é muito boa, ela mostra alguns elementos que caracterizam o personagem, como a justiça e a religião, e tudo na cor vermelha que é característica do personagem, parabéns para os responsáveis:

  • A temporada curta, apenas 13 episódios, garante uma maior agilidade, mesmo sendo no estilo Netflix, em que eles não tem muita pressa em desenvolver as coisas.
  • O elenco de apoio funcionou bem, garantindo uma boa interação entre os personagens. Deborah Ann Woll e Elden Henson, respectivamente interpretando Karen Page e Foggy Nelson foram bem em seus papéis, ela pegando um papel bem forte e com grande influência no enredo da temporada. Outro destaque positivo foi a Rosario Dawson interpretando a Claire Temple, uma enfermeira que ajudou o protagonista e também é presença garantida nas outras séries para ligar mais esse mini-universo Marvel/Netflix.

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  • A interpretação do ator Vicent Donofrio, o vilão Wilson Fisk ficou parecido com sua contraparte dos quadrinhos, garantindo a semelhança visual, deste mesmo personagem vamos direto para os pontos negativos da série.

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Pontos negativos:

  • O desenvolvimento do vilão: por mais que ele tenha sido desenvolvido na mesma velocidade que o protagonista, a impressão que ficou é que faltou maldade, as cenas em que ele era puro ódio eram excelentes, os momentos de fraqueza ao lado da mulher deixavam algumas dúvidas, ficava oscilando entre momentos ótimos e momentos não tão bons, foi uma escolha dos produtores apresentarem o lado humano dele.
  • Em alguns momentos a série se arrastou e divagou um pouco, principalmente no meio, ela começou frenética, acalmou e voltou a ganhar ritmo nos episódios finais.
  • Uma coisa que pode incomodar muita gente é que a série é criada como se fosse um filme de 13 horas, o ideal seria assistir tudo de uma vez só, mas nem todo mundo tem paciência pra isso, eles não se preocupam em deixar ganchos no final do episódio para ligar ao próximo, a história vai correndo.

Bom, o saldo final da série foi muito positivo, os pontos negativos são mais uma questão de ponto de vista mesmo, uma visão pra quem não está tão acostumado com o estilo Netflix de fazer séries. Demolidor se colocou facilmente como uma das melhores séries de 2015, sendo uma grata surpresa e dando gás para as próximas produções da Netflix com a Marvel. Se for continuar assim podem produzir quantas séries quiserem que a gente só vai agradecer.

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